domingo, 11 de março de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O ocaso do mestre
Podem nomear a nostalgia, a melancolia ou o que bem entendam... Porém, simples momentos como este, em que Gustav Leonhardt, durante o intervalo do concerto, afinava o Cravo (de ouvido), eram magníficos. O ocaso do mestre traz a certeza da saudade perante a memória de instantes irrepetíveis.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Crónicas de Ânclios - o crítico em nós
domingo, 27 de março de 2011
Crónicas de Ânclios : o crítico em nós
São bem conhecidos os problemas pelos quais Elton John passou, em meados dos anos 80, quando contraiu um síndrome de Beethoven, defendendo que se igualava ao compositor, alegando, inclusive, encontrar-se já num estado avançado de surdez. Durante este período, nenhum dos seus amigos músicos desejava recebê-lo em casa, já que ele tinha adquirido a fama de destruir todos os pianos em que tocava, atacando impetuosamente o teclado, enquanto gritava: “não consigo ouvir nada!”. Entre as vítimas desta destruição, contam-se nomes como: Billy Joel, Liberace, Chris de Burgh, Richard Clayderman, e – talvez o caso mais grave – Ray Manzarek, tendo Elton colocado no máximo a amplificação dos órgãos que este tinha em casa, partindo todos os vidros e porcelanas aí existentes (nomeadamente, uma seringa em cristal, da Swarovski, que lhe fora oferecida por Lou Reed, os azulejos pintados por Andy Wahrol, com a imagem dos Beatles, e o conjunto de cachimbos de água, da Vista Alegre, que herdara de Jim Morrison). Lionel Richie, escapou a esta catástrofe, impedindo a entrada de Elton em sua casa, saudando-o com um lacónico “Hello” e, calmamente, para que ele lhe lesse bem os lábios, disse-lhe: “Actualmente, não trabalho com surdos, mas apenas com artistas invisuais”. Alfred Brendel, András Schiff, Maurizio Pollini, Mitsuko Uchida, Maria João Pires, e tantos outros, ainda hoje se queixam dessa época tenebrosa de Elton John (Paul Badura-Skoda, após a destruição dos seus Steinway e Bosendorfer, decidiu que aquela seria uma boa oportunidade de substituir os pianos modernos por pianos históricos, mudar a fechadura da porta e arranjar um Pit Bull – o mesmo fizeram outros amigos de Elton, pianistas de profissão, dando assim origem à corrente interpretativa em pianos da época, de que Jos van Immerseel é um bom exemplo).
sábado, 26 de março de 2011
Crónicas de Ânclios - o crítico em nós
Crónicas de Ânclios : o crítico em nós
No verão de 1989, Stevie Wonder decidiu ir ao café Brothel's, em Chicago, para se reunir com Diana Ross. Tinha o intuito de trocar algumas ideias com Diana, nomeadamente, se deveria fazer um novo dueto com Paul McCartney. Durante esse encontro, os dois devoraram, copiosamente, torradas com marmelada, enquanto bebiam abatanados, dançando freneticamente, em cima das mesas, ao som de música siciliana. Stevie tropeçou e caíu diversas vezes, mas isso não importava, pois nesse mesmo dia, os Obituary lançavam o seu infame LP "Slowly we rot"
domingo, 16 de janeiro de 2011
Mahler - Quarteto com piano
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Excerto de "Sonnerie de Sainte Geneviève du Mont-de-Paris"
De acordo com algumas fontes, esta obra de Marin Marais surgiu durante um ataque de exaustão, devido ao compositor não aguentar mais o som incessante dos sinos da Igreja de Sainte Geneviève du Mont-de-Paris.
A interpretação está a cargo do ensemble Café Zimmerman - uma das melhores surpresas ao nível da interpretação de Música Antiga nos últimos anos.
Este excerto está integrado num concerto de 2009 em que participou o contratenor Dominique Visse - uma referência de há vários ano na Nova Musica Antiga, e detentor de um humor absolutamente arrasador, assente numa rara versatilidade vocal, e que tive oportunidade de ver e ouvir ao vivo, no Palácio da Ajuda, há cerca de 15 anos, a cantar enquanto dirigia o ensemble Clement Janequin.